terça-feira, 30 de junho de 2015

De Dã a Berseba (3)

A expressão "de Dã a Berseba", encontrada repetidas vezes na Bíblia, designa toda a extensão territorial de Israel, de Dã ao norte até Berseba no sul, assim como no Brasil se usa a expressão "do Oiapoque ao Chuí". Aqui vão os links a alguns textos (ou vídeos, ou outras coisas) interessantes que encontrei recentemente, arrancados de diversos pontos da internet.

Um texto gracioso do Derval Dasilio sobre a pobreza do monoteísmo tem a Santíssima Trindade. Um trecho: "Um monoteísmo do Filho se tornaria um heroísmo militante, uma exagerada confiança no homem e em nós mesmos, meramente uma obediência ética e um seguimento ético e político sem transcendência e sem permanência na consciência dos homens; uma libertação solitária e precária no tempo e na história da humanidade. Sem o Pai – que está no coração do Filho –, e sem o seu Espírito em nossos próprios corações, não teríamos a experiência incrível da filiação divina, mas apenas um mito e um esforço vão, comparativo aos panteões religiosos e suas divindades antropomórficas."

Zwínglio Rodrigues oferece alguns motivos pelos quais o sínodo de Dort foi um fracasso. Não sei se podemos dizer que o arminianismo "triunfou", exatamente, mas pelo menos ele conseguiu expandir e prosperar apesar das calúnias dos cânones de Dort. A caricatura pelagiana a qual o arminianismo foi reduzido pela má fé de muitos escritores reformados ainda é, infelizmente, a imagem do arminianismo que prevalece em muitos círculos. Queira Deus que novas vozes arminianas continuem se levantando, especialmente no Brasil.

No site da Gabriele Greggersen encontrei, traduzida por William Cruz, a introdução que C. S. Lewis escreveu para uma edição inglesa de A Encarnação do Verbo de Atanásio de Alexandria. O texto é menos uma introdução ao (magnífico) livro de Atanásio, e mais uma reflexão sobre a importância de se ler livros antigos. Um pedaço: "Todas as eras têm sua própria perspectiva. São especialmente boas para enxergar certas verdades e especialmente suscetíveis a cometer certos equívocos. Todos nós, portanto, precisamos dos livros que corrigirão os erros característicos de nossa própria época. E isso quer dizer os livros antigos. Todos os escritores contemporâneos compartilham, em alguma medida, a perspectiva contemporânea – mesmo aqueles, como eu mesmo, que parecem opor-se a elas. Nada me choca mais quando leio as controvérsias de eras passadas do que o fato de que ambos os lados geralmente pressupõem, sem questionar, uma porção de coisas que hoje nós negaríamos completamente. Eles pensavam que estavam de lados completamente opostos, mas na verdade estavam o tempo todo secretamente unidos – unidos um ao outro e contra as eras anteriores e posteriores – por um grande volume de pressupostos."

Bruno Ondei oferece uma palavra asseguradora: não, você não é o único que ficou coçando a cabeça ao ver a nação inteira cair em pranto coletivo pela morte de um cantor do qual você nunca ouviu falar.

Um artigo surpreendente (e muitíssimo bem-vindo) de Russell Moore, da Southern Baptist Convention, contra a bandeira confederada.

O ADVENTO DOS ROBOTRABALHADORES.

Pela milésima vez, especulações quanto ao futuro da Grécia na união europeia. Relacionado: 
"In power, Syriza has discovered the unguessed secret of the Greek state. Without oligarchs, it is inefficient."


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