segunda-feira, 25 de maio de 2015

De Dã a Berseba

A expressão "de Dã a Berseba", encontrada repetidas vezes na Bíblia, designa toda a extensão territorial de Israel, de Dã ao norte até Berseba no sul, assim como no Brasil se usa a expressão "do Oiapoque ao Chuí". Aqui vão os links a alguns textos (ou vídeos, ou outras coisas) interessantes que encontrei recentemente, arrancados de diversos pontos da internet.

Meu amigo Carlos Caldas aumenta ainda mais minha vontade de assistir o novo Mad Max

A. W. Tozer, edificante como sempre, no tema de graça preveniente.

Um resumo divertido do capítulo nhenhentos das LOUCAS AVENTURAS DE CAIO FÁBIO. Caio Fábio é, ainda, uma figura fascinante: divertido e refrescante em suas críticas, mas sempre tem algo que me faz levantar uma sobrancelha. Acho que se fizessemos um diagrama Venn de todas as pessoas que odeiam o Silas Malafaia intensamente, e todas as pessoas que admiram intensamente o Olavo de Carvalho, Caio Fábio se encaixaria na minúscula intersecção entre as duas categorias, sozinho salvo alguns libertários ateus universitários.

novela assembleiana continua. Aguardo com interesse a análise prometida pelo Pr. Geremias do Couto dos acontecimentos em Fortaleza.

Gutierres Siqueira sobre a demonização das mulheres no meio cristão. Muito bem, concordo, Tertuliano disse várias coisas erradas; mas não vamos descartá-lo por inteiro também. A teologia já tem tão poucos teólogos mordazes, e ainda menos teólogos com uma maldade tão deliciosa quanto a de Tertuliano. Ele é o Carlyle da igreja. 


Da leitura de livros velhos. Que vontade tenho de sacudir todo mundo pelos ombros e mandá-los ler Dante; de preferência com as anotações (mas não necessariamente na tradução) da Dorothy L. Sayers.

Um artigo do Claiton Pommering com vários trechos excelentes, mas um em especial que me chamou a atenção: "A experiência com o Espírito Santo deveria permear todo e qualquer fazer teológico pentecostal e neste sentido é mais importante que a própria teologia em si, caso contrário produzirá teólogos e alunos frios com uma teologia estéril que não satisfaz às demandas da vida e das próprias exigências do Espírito. Esta experiência não pode ser produzida artificialmente, a não ser pelo Espírito, mas pode ser desejada e intensamente buscada. Não precisa ser necessariamente o batismo no Espírito Santo ou falar em línguas, se bem que estas são experiências fundantes do pentecostalismo, mas devem ser a devoção e a intimidade com a vida do Espírito." Verdades, verdades everywhere.

Recentemente Josh Duggar, co-estrela de um dos reality shows mais insanos da televisão e um líder do movimento socialmente conservador americano, confessou ter abusado sexualmente de cinco meninas, entre elas quatro de suas próprias irmãs. Algumas considerações sobre como uma certa vertente isolacionista e patriarcalista do evangelicalismo pode se tornar um ambiente propício para a criação de monstros.

N. T. Wright e Shelly Kagan discutem vida, morte e ressurreição.

Uma defesa do Super Homem sombrio e marvado do Zack Snyder, que aponta para estes traços nas origens do personagem. Ok, tudo bem, ótimo: o Superman já foi um durão cínico e emocionalmente complexo, mas não pense por isso que vamos deixar de rir do Zack Snyder.

Roger Olson oferece algumas distinções entre seitas e grupos religiosos mais saudáveis.

 A opção do PT por estimular inclusão social pelo "direito ao prazer" e suas consequências para a configuração política atual.

"When he was right, he was prophetically right. Fearing and detesting the centripetal, black-hole suck of the almighty modern Self, he faced the other way: into the fact of Creation. There is a reality outside the mind, Chesterton insisted—and part of his energy was his innocent, unflagging astonishment that he had to keep on making the point. To us, the great solipsists, for whom the recognition of another human being requires a galvanic imaginative act, he speaks very directly." Vamos lá, Papa Francisco, canonize logo o Chesterton!

Netflix disponibilizou "Wolf Hall" em seu catálogo. Mark Rylance silenciosamente domina cena após cena de intriga renascentista; não há o que não amar nesse seriado. É o melhor programa de televisão do ano, ponto.

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